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2018

segunda, 24 setembro 2018 13:41

O Barómetro CSP

Quando avançámos para a reactivação do Gabinete de Estudos da CSP, referimos que uma Confederação se afirmava também pelo estudo, reflexão e debate das questões essenciais do contexto em que está inserida.

Ora, escutar opiniões, estar atento aos factos e estimular o debate sobre o modo como as empresas olham para o País, é, para a CSP, fundamental. Eis o verdadeiro mote para a criação de uma nova e inovadora ferramenta: o ‘Barómetro Economia e Empresas’, o Barómetro da CSP.

Dedicamos-lhe, por isso, esta webletter.

Não se tratando já de um mero desejo – o primeiro Barómetro da CSP foi já concretizado e tornado público - aquela que se pretende vir a tornar numa iniciativa de referência e servir de estímulo ao aprofundamento de políticas públicas promissoras para Portugal, o Barómetro da CSP, visa ser uma ´ponte´ entre o tecido empresarial e a opinião pública.

A maioria dos barómetros em Portugal mede o sentimento da população. Os barómetros empresariais existentes são sectoriais ou em painéis representativos de uma parte do tecido empresarial.

O ‘Barómetro Economia e Empresas’, o Barómetro CSP, incidirá sempre sobre temas empresariais, não terá complexos em avaliar outros temas estratégicos para o desenvolvimento do nosso País e reúne 5 grandes características:

  • É global, na medida em que é representativo de todo o sector empresarial português – nunca menos de 300 entrevistas – tendo sido desenhada para este efeito uma amostra criteriosa, o que, salvo desconhecimento absoluto, o torna no barómetro com a melhor representatividade do tecido empresarial português.

  • É exigente, uma vez que o painel da CSP é totalmente aleatório, não é fixo, não sendo, portanto, sempre os mesmos empresários a responder em cada nova consulta – justamente para evitar enviesamentos de quem tem relutância em mudar de opinião porque não quer contradizer a sua resposta anterior – embora cumpra sempre os requisitos de composição da amostra.

  • É transparente, já que a CSP não tem nenhuma interferência nos resultados, limitando-se a produzir análises sobre os mesmos e disponibilizando a informação à sociedade.

  • É robusto, pois alcança um nível de confiança de 95,5% e uma margem de erro máxima de +/- 5,74%.

  • E é inovador, porque para além da escolhida abordagem aos empresários ser já de si inédita, os coloca a avaliar também a actuação do governo, das câmaras municipais, dos tribunais, da segurança social, da banca - incluindo ainda sindicatos e associações empresariais, entre outros agentes.

O Barómetro CSP é composto por duas partes distintas, reflectidas nos resultados globais.

Uma, constituída por indicadores fixos que, por sua vez, se desdobra em duas outras componentes: ‘Perspectiva Interna’, onde é efectuada uma análise ao desempenho das empresas e expectativas futuras; e ‘Perspectiva Externa’, que analisa o desempenho económico do país, do governo e outras entidades. A segunda parte, diz respeito a indicadores variáveis.

Ou seja, se quanto aos indicadores fixos as perguntas serão sempre as mesmas, de maneira a podermos avaliar tendências e modificações acontecidas entre um e outro momento, já quanto aos indicadores variáveis, estes obedecem a um tema específico que é tratado em cada auscultação. O Barómetro CSP não terá uma periodicidade regular, mas acontecerá sempre que for considerado útil e oportuno.

O Barómetro “Economia e Empresas” da CSP divulgado em julho foi dedicado, no tal conjunto de indicadores que serão variáveis, a um tema muito caro aos empresários: ’Fiscalidade e Investimento Empresarial’. Realizado pela Intercampus para a CSP - Confederação dos Serviços de Portugal, contou com a participação de uma amostra considerável de empresas a operar em Portugal: 303 entrevistas realizadas. A recolha de informação foi efectuada através de entrevistas via web e via telefónica, com base num questionário estruturado. O universo, esse, foi – e continuará a sê-lo em futuros Barómetros CSP – o de todas as empresas portuguesas, com uma amostra estratificada segundo o perfil de antiguidade, volume de negócios, número de colaboradores, sector de actividade e região.

Nesta webletter encontrará toda a informação relativa ao ‘Barómetro Economia e Empresas’ da CSP. E também às suas principais conclusões: os empresários estão insatisfeitos com o sistema fiscal português, têm muitas reservas sobre a recuperação económica do País e reclamam reformas. Parecendo não constituir novidade, confirmam, no entanto, o que intuíamos. Com dados concretos e este nível de representatividade, outra é, no entanto, a confiança com que nos podemos pronunciar.

 

Martim Borges de Freitas

Secretário-geral da CSP